Riscos da obesidade infantil

O alerta precisa estar ligado: a obesidade infantil é uma doença e deve ser tratada! Segundo dados do IBGE, uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso.

A obesidade pode acontecer tanto por causas genéticas quanto pela má alimentação fornecida pelos pais. A questão, indo além da sua origem, é como evitar esse quadro e realizar o tratamento correto. Afinal, uma criança saudável é também um adulto saudável no futuro!

“Os principais riscos da obesidade infantil englobam o aumento na chance de desenvolver doenças cardiometabólicas como esteatose hepática (gordura no fígado), diabetes tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial, que são doenças que antigamente considerávamos apenas de adultos e que estão cada vez mais frequentes em crianças obesas”, explica Carla Giuliano de Sá Pinto, educadora física do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Obesidade infantil: como se caracteriza?

O diagnóstico de obesidade infantil é caracterizado quando a criança apresenta um peso maior do que o recomendado na sua idade e altura. Os pais devem ficar sempre atentos ao Índice de Massa Corporal (IMC) indicado para as crianças até 12 anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou recentemente que a obesidade infantil é uma das doenças mais graves do século XXI. A entidade acredita que mais de 42 milhões de crianças apresentavam a doença em 2010.

A condição da obesidade em crianças pode estar associada a fatores genéticos, maus hábitos alimentares, transtornos psicológicos ou falta de atividade física. Muitas vezes, a criança pode passar a sofrer até mesmo com o bullying na escola por causa da gordura em excesso.

Causas

Como citado acima, a obesidade infantil não tem um motivo único. Em cada caso a origem do problema pode ser diferente. Identificar essa origem, aliás, é fundamental na hora de indicar o tratamento mais adequado.

A doença pode ter início ainda no nascimento da criança. O tipo de alimentação que os pais priorizam é determinante. Crianças que deixam de tomar o leite materno antes do tempo correto, por exemplo, podem se tornar mais propensas à obesidade. Além disso, alimentos com açúcares, como doces e refrigerantes, ou gordurosos aumentam os riscos.

A obesidade também pode ser uma herança. Pais e mães que tenham um perfil físico com facilidade para engordar devem redobrar a atenção! É comum que os filhos acabem desenvolvendo a obesidade também.

Além desses fatores, não se pode esquecer das atividades físicas. Crianças também devem se exercitar, sim! Brincar, pular corda, praticar esportes (natação, ballet, atletismo, futebol, vôlei): não importa como, o importante é fazer. Crianças que crescem sedentárias correm maior risco de levarem isso para a vida e desenvolverem doenças associadas à obesidade.

Prevenção e tratamento: o que fazer?

A dúvida da maioria dos pais é como evitar a obesidade, principalmente quando ela pode ser causada pela genética. A obesidade, de fato, pode – e deve – ser controlada!

A melhor forma de prevenção é tomar algumas medidas na alimentação das crianças:

  • Evitar o consumo de doces e refrigerantes;
  • Estimular o consumo de frutas e legumes;
  • Estimular a prática de exercícios físicos;
  • Evitar permitir que as refeições sejam realizadas em frente a televisores.

O tratamento para a obesidade infantil inclui principalmente uma mudança na rotina alimentar. Profissionais como nutricionistas e pediatras são os mais indicados para acompanharem o emagrecimento da criança. Tratamentos a partir de remédios são adequados somente para casos mais graves de obesidade infantil.

“A prevenção começa desde a fase gestacional, em que acontece as primeiras experiências nutricionais do feto, por isso é fundamental uma boa qualidade na alimentação e controle do ganho de peso da gestante. Na fase infantil, é fundamental manter uma alimentação de qualidade e balanceada evitando excessos. Manter uma rotina de atividade física regular- estimular o movimento da criança! Uma criança deve acumular no mínimo 300 minutos semanais de atividade física. Cuidar da saúde mental é parte importante que muitas vezes não é dada importância, mas pode ter grande impacto na obesidade infantil, uma vez que um dos escapes de ansiedade e depressão acaba sendo a alimentação”, explica Carla Giuliano de Sá Pinto.

 

Fonte: Hospital Albert Einstein